quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Capítulo 128 - Desculpismo 🌹

“ E todos a uma vez começaram a escusar-se. Disse lhe o primeiro:
comprei um campo e importa ir vê-lo; rogo-te que haja escusado.” Jesus – ( Lucas, 14:18)


Desculpismo sempre foi a porta de escape dos que abandonam as próprias obrigações.


Irmãos nossos que tiveram a infelicidade de escorregar na delinqüência costumam justificar-se com vigoroso poder de persuasão, mas isso não lhes exonera a consciência do resgate preciso.


Companheiros que arruínam o corpo em hábitos viciosos arquitetam largo sistema de escusas, tentando legitimar as atitudes infelizes que adotam, comovendo a quem os ouve, entretanto, acabam suportando em si mesmos as conseqüências das responsabilidades a que se afeiçoam.


E, ainda agora, quando a Doutrina Espírita revive o Evangelho, concitando os homens à construção do bem na Terra, surgem às pencas desculpas disfarçando deserções:


- Estou muito jovem ainda...


- Sou velho demais...


- Assumi compromissos de monta e não posso atender...


- Minhas atribulações são enormes...


- Obrigações de família estão crescendo...


- Os negócios não me permitem qualquer atividade espiritual...


- Empenhei-me a débitos que me afligem...


- Os filhos tomam tempo...


- Problemas são muitos...


Tantas são as evasivas e tão veementes aparecem que os ouvintes mais argutos terminam convencidos de que se encontram à frente de grande sofredores ou de criaturas francamente incapazes, passando até mesmo a sustentá-los na fuga.


Os convidados para a lavoura de luz, no entanto, engodados por si próprios, acordam para a verdade no momento oportuno e, atados às ruinosas conseqüências da própria leviandade, não encontram outra providência restauradora senão a de esperarem por outras reencarnações.

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