domingo, 24 de setembro de 2017

Capítulo 164 - Asseio Verbal 🌹

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação.”
– Paulo. (Efésios, 4:29)


Quanto mais se adianta a civilização, mais se amplia o culto à higiene.


Reservatórios, são tratados, salvaguardando-se o asseio das águas.


Mercados sofrem fiscalização rigorosa, com vistas à pureza das substâncias alimentícias.


Laboratórios são continuamente revistos, a fim de que não surjam medicamentos deteriorados.


Instalações sanitárias recebem, diariamente, cuidadosa assepsia.


Será que não devemos exercer cautela e diligência para evitar a palavra torpe, capaz de situar-nos em perturbação e ruína moral?


Nossa conversação, sem que percebamos, age por nós em todos aqueles que nos escutam.


Nossas frases são agentes de propaganda dos sentimentos que nos caracterizam o modo
de ser; se respeitáveis, trazem-nos a atenção de criaturas respeitáveis; se menos dignas,
carreiam em nossa direção o interesse dos que se fazem menos dignos; se indisciplinadas, nos sintonizam com representantes da disciplina; se azedas, afinam-nos, de imediato, com os campeões do azedume, Controlemos o verbo, para que não venhamos a libertar essa ou aquela palavra torpe.


Por muito esmerada nos seja a educação, a expressão repulsiva articulada por nossa língua é sempre uma brecha perigosa e infeliz, pela qual perigo e infelicidade nos ameaçam com desequilíbrio e perversão.

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