sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Capítulo 172 - Oração E Cooperação 🌹

“Quando quiserdes orar, entrai para o vosso quarto e, cerrada a porta,
orai a vosso Pai em secreto; e vosso Pai que vê o que se passa em
secreto vos recompensará”. – Jesus. (Mateus, 6:6)


Se a resposta que esperamos à oração parece tardia, habitualmente nos destemperamos
em amargura.


Proclamamos haver hipotecado todas as forças de espírito à confiança na Providência Divina e gritamos, ao mesmo tempo, que as tribulações ficaram maiores.


Dizemo-nos fiéis a Deus e afirmamo-nos esquecidos.


Convém observar, porém, que a provação não nos alcança de maneira exclusiva.


As nossas dificuldades são as dificuldades de nosso grupo.


Familiares e companheiros sofrem conosco o impacto das ocorrências desagradáveis,
tanto quanto a fricção do cotidiano pela sustentação da harmonia comum.


Se para nós, que nos asseveramos alicerçados em conhecimento superior, as mortificações do caminho assumem a feição de suplícios lentos, que não serão elas para aqueles de nossos entes queridos, ainda inseguros da própria formação espiritual.


Compreendamos que, se na extinção dos nosso problemas pequeninos, requisitamos o máximo de proteção ao Senhor, é natural que o Senhor nos peça o mínimo de concurso na supressão dos grandes infortúnios que abatem o próximo.


Em quantos lances embaraçosos, somos, de fato, a pessoa indicada à paciência e à tolerância, ao entendimento e ao serviço?


Com semelhante raciocínio, reconhecemos que a pior atitude, em qualquer adversidade, será sempre aquela da dúvida ou da inquietação que venhamos a demonstrar.


Em supondo que a solução do Auto demora a caminho, depois de havermos rogado o
favor da Infinita Bondade, recordemos que se a hora de crise é o tempo de luta, é também
a ocasião para os melhores testemunhos de fé; e que se exigimos o amparo do Senhor,
em nosso benefício, é perfeitamente justo que o Senhor nos solicite algum amparo, em
favor dos que se afligem, junto de nós.

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